sábado, junho 09, 2012
A Rifa da Misericórdia
terça-feira, junho 05, 2012
Orgulho
Quantas vezes você já viu aquela frase "orgulho de ser...", seguida de algo como: gaúcho / nordestino / brasileiro / branco / preto / japa / gay / hétero / anão ... e mais um milhão de coisas imbecis desse tipo? Pois eu vejo isso o tempo todo, na internet, em adesivos de carro, frases de pára-choque de caminhão, em camisetas, ou simplesmente ouvindo uma conversa informal. Pois bem, toda vez que eu vejo esse slogan na verdade eu leio "orgulho de ser BABACA".
- Gaúcho: nasci no estado do Rio Grande do Sul, sendo, portanto, um gaúcho. Não pude escolher isso.
- Hétero: há quem diga que a pessoa nasce com determinada sexualidade. Outros dizem que é influência do meio. Penso que em qualquer situação dificilmente alguém escolhe se quer ser gay ou hétero ou outros. Simplesmente é. Sem escolha.
- Colorado: eu não pude escolher, estava no sangue, para minha sorte. Mas há quem escolha para qual time vai torcer. E embora eu chame esses torcedores de "modinha", eles existem e geralmente são bem orgulhosos.
- Brasileiro: não pude escolher. Nasci aqui.
domingo, maio 27, 2012
Estes meus cabelos brancos
terça-feira, maio 08, 2012
A Vaquinha Preta
terça-feira, abril 10, 2012
Situação hipotética
Daquela moça frenética
Faz de tudo pela estética
PhotoShop na anti-ética
Chega a ser patética
Eis a beleza cibernética
quinta-feira, outubro 20, 2011
Rock and Tourism in Rio 2011

Este ano tive a coragem de sair da Capital do Mundo junto de um grande amigo para ir até o Rio de Janeiro ver qual era a do tal do Rock in Rio.
terça-feira, outubro 11, 2011
Cats rule
Gatos são muito corajosos e imprevisíveis. Não é fácil conquistar a confiança deles. O gato nunca tem dono. Ele É o dono. E se você precisa de um brinquedo babão balançador de rabo que late no portão quando você chega, e acha isso muito melhor que um gato, cuidado: falta algo em sua personalidade.
segunda-feira, agosto 22, 2011
Pegadinha do Saraiva.com.br
segunda-feira, junho 06, 2011
A primeira vez que usei um cheat
quinta-feira, maio 26, 2011
Caio Poético - PROcrastinação
quinta-feira, abril 14, 2011
Não quero ter filhos

quarta-feira, março 09, 2011
Lilian, e a verdade perturbadora sobre o caráter humano
Essa na foto é a minha melhor amiga Lilian, mais conhecida como Liu. Ela nasceu em 26 de Dezembro de 1996, e foi adotada por mim no início de 1997, como presente de aniversário. Obviamente, por estar há tanto tempo comigo, e por ter uma pelagem exuberantemente linda, tenho muito carinho por ela e a trato como sendo da família, mesmo.O que aconteceu nos últimos dias foi uma experiência diferente para mim. Na segunda-feira de alegrias de carnaval fui acometido por um choque: as 10h da manhã, Lilian miava desesperada na garagem de casa. Desci até lá para ver o que estava se passando, imaginando alguma briga com um gato intruso, que ela sempre expulsava da vizinhança, e que a tivesse deixado muito estressada. Mas ao chegar, encontrei minha valente felina paralisada, com dificuldade ao tentar mover as patas traseiras, e com expressão abatida.
Nunca havia visto ela assim. Ela que sempre foi ágil, elegante, que subia em árvores e pulava muros com maestria, que colocava cachorros pra correr da frente de casa, ela, a dona do bairro, estava ali, paradinha, frágil, vulnerável. Foi difícil de entender, assim de cara.
Levei ela para meu quarto e a coloquei deitadinha no meu carpete, que ela tem como um de seus locais de cochilo, e onde me faz companhia silenciosa durante as horas que passo online. Nesse ínterim, minha mãe chamava um veterinário, e Lilian ainda fez um esforço para escalar minha cama com suas unhas, para ficar ali deitada, depois de quase cair de volta ao carpete. Justo ela, que em uma fração de segundo podia dar um pulo e se materializar entre minhas pernas enquanto eu lia algum livro antes de dormir (como na foto), justo ela, ter tanta dificuldade para subir na cama, que dureza.
O veterinário foi muito atencioso, e a medicou. Ao longo do dia, ela apresentou uma melhora que deixou todo mundo animado. Mas quando era por volta das 22h, repentinamente, ela teve um ataque de convulsões e se debateu forte contra o piso do meu quarto. Fiquei apavorado. Ligamos na hora para a veterinária em Santo Ângelo (a 60 km de casa), e ela disse que a levássemos para lá no mesmo instante. Corri para o carro, e levamos Lilian para lá. Nesta altura, eu já pensava em qualquer coisa, desde hipótese de envenenamento, até algum possível trauma causado por mim ao chegar no quarto escuro e pisar nela sem querer na sexta-feira de manhã (ainda morro de remorso ao pensar nisso).
Quando chegamos para a consulta de plantão, minha Liu estava aparentemente mais calma. A veterinária trata os bichos como se fossem seus filhos, e aplicou uma injeção nela, que protestou para que isso fosse feito.
Medicada, o susto passou, e a trouxemos de volta pra casa. Hoje, cumprimos a difícil missão de coletar sua urina para exames, que vão explicar melhor o porque das convulsões. Essa história toda parece ser muito estranha de ser contada em um blog, mas esse episódio me marcou pelo seguinte:
Muita gente me perguntou o que fiz no carnaval, ou como eu estava, e eu não consegui deixar de contar sobre a Liu, porque eu estava muito abalado com o que aconteceu. Mas algo me incomoda ao contar isso para algumas pessoas. Me incomoda, e me deixa ao mesmo tempo curioso. Algumas pessoas ao ouvirem (ou ao lerem) esta história, não conseguem disfarçar sua expressão como que dizendo "que babaca, tudo isso só por causa de uma gata", ou então a total indiferença sobre o que eu acabei de contar. Inclusive eu OUVI um comentário assim: "mas que bobagem, só por causa de uma gata, mas deixa morrer". Tá certo que eu ouvi isso de um bocaberta de 14 anos, que além de ser mais novo que a Liu, não tem nada na cabeça, mas é esse o futuro do Brasil, fazer o que.
Enfim, até acho interessante contar sobre essa segunda-feira de carnaval para ver a reação das pessoas. Me dói saber que algumas pessoas não consigam entender a dimensão do sentimento que pode existir entre um ser humano e um bichinho de estimação companheiro. Me dói acreditar que exista alguém que pense que uma vida de 14 anos não seja motivo suficiente para se largar de carro para uma consulta veterinária a 60 km de distância. É insuportável ver o olhar dessas pessoas. Mas na verdade eu sinto uma profunda pena. Pena de quem não consegue respeitar esse sentimento, de quem não tem a CAPACIDADE de entender ou sentir isso. Acho que isso revela muito do caráter das pessoas, e certamente eu não vou esquecer disso nunca mais.
Termino este post com uma citação apropriada de um cara que eu nem gosto muito, mas que falou por mim e por muita gente ao afirmar o que segue:
"O grau de civilização de uma sociedade pode ser medido pela forma como trata seus animais" (Mahatma Gandhi)
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Trauma da Infância
Foi só chegar à porta do consultório que ele já começou a ficar agitado, dizendo que não estava doente, que era o titio quem estava. Truque em vão, pois lá foi ele ver o doutor, que sequer encostou um dedo nele, mas um abaixador de língua pode ser um instrumento de tortura dos mais cruéis.
Passado o sufoco do consultório, veio a parte mais difícil, que era a injeção. Benzetacil. Só quem tomou sabe o que é. Imagine agora uma frágil criança tendo que suportar tamanha dor. É de partir o coração. Levamos o guri ao hospital, sob protestos, mas informaram-nos de que seria melhor esperar a febre dele baixar para aplicar a injeção. Voltamos para o carro, e a caminho de casa ele suspira e fala "foi por poico", pensando que havia escapado da dolorosa cura.
Em casa, ele começou a brincar despreocupadamente. Até que sua febre baixou, e resolvemos levá-lo ao hospital novamente. Ele, inocente, achava que estava indo para a pracinha brincar, e chamava-me "vem titio, vamux pa paxinha!", e eu, com o coração na mão, sem coragem de tentar explicar aonde estávamos realmente indo, simplesmente obedeci e entramos no carro.
Mais uma ironia da vida: a pracinha era de frente ao hospital. Ao perceber que não iríamos em direção aos brinquedos, mas sim ao frio e macabro hospital, meu sobrinho desatou em um choro copioso, o choro mais sofrido que já presenciei, talvez um choro comparado ao condenamento de morte, ou ao sofrimento de um gremista ao ver seu time ser rebaixado pela segunda vez, não sei. Só sei que não tive coragem de ficar segurando o guri e chamei a enfermeira. Ele implorava, berrava, dizia que não era ele quem estava doente e sim o titio, mas novamente não colou. Enquanto eu estava lá fora ouvindo todo aquele berreiro, algo inusitado aconteceu.
Sentado de frente pra mim estava um senhor magro, de roupas simples, um famoso taxista local. Ele, ouvindo a sinfonia do terror, comenta comigo:
- Rapaz, não existe nada pior do que levar o filho da gente pra tomar injeção, né?
- É...
- Sabe que toda vez que tenho que levar o meu guri, eu não consigo ficar por perto. Deixo pra mãe dele segurar, eu sofro demais.
- Só imagino...
- Na verdade, só de ouvir o choro do teu filho - dizia ele, neste momento com seus olhos inundados de lágrimas que surgiram subitamente - já me emociono e...
Ele não conseguiu completar a sentença, e saiu rapidamente do recinto, enxugando os olhos. Atônito, não sabia eu se ria ou se chorava de tudo aquilo. Finalmente, meu sobrinho sai da sala da enfermaria, ainda aos prantos e com o rosto completamente molhado de lágrimas. Tentei reconfortá-lo:
- Deu, deu, gurizão do titio, vamos pra casa tomar sorvete e assistir ao Discovery Kids?
- Tá... mas agóia o titio toma pic.
Seria merecido, meu anjinho, seria merecido.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Resoluções para 2011
Todo mundo adora fazer resoluções para o ano novo. Eu, inclusive. Uma das resoluções que fiz para 2011, que já não é mais um ano tão novo à esta altura, foi de postar aqui no blog com frequência desafiadora: uma vez por mês, para o deleite do meu único leitor, que é a minha dupla personalidade (sim, nem minha mãe quer ler isto aqui). Como já falhei o mês de janeiro, pretendo compensar no mês corrente. Outra resolução que fiz para este ano foi a de não descumprir nenhuma resolução para este ano. Sou, portanto, péssimo com essa coisa de “new year’s resolutions”. Duplo FAIL.
Acho que para o próximo ano farei uma única resolução: não fazer nenhuma resolução.
Triplo FAIL após essa piadinha escrota.





