Apenas alguns pensamentos rebelados da cabeça desse jovem rapaz. Ora político, ora novelístico, às vezes sério, outras humorístico, um pouco de nonsense sempre faz bem, também espere algumas receitas culinárias e músicas inéditas de autores sertanejos. Enfim, de dar inveja à Ana Maria Braga. Peço desculpas se assisti muito ao "Fantástico Mundo de Bobby" quando criança.
Era pra ser mais um dia normal de trabalho. Era pra ser. Começou mal, com forte chuva acompanhada de fortes ventos, e o céu enegrecido que me fazia ter a sensação de estar indo trabalhar no turno da noite. A noite anterior na faculdade havia me cansado bastante, e foi um pouco difícil de levantar da cama. “Só mais cinco minutos”, pensei eu. Cinco minutos podem fazer a diferença, tanto no sono quanto no atraso. Mas finalmente consegui tomar banho e me arrumar a tempo de sair pra esperar minha carona pro trabalho. Só não tive muito tempo de escolher o guarda-chuva apropriado pra ventania, o que me fez protagonizar a clássica cena ridícula do guarda-chuva virado do avesso no meio da rua (isso aconteceu umas oito vezes até chegar a carona).
Alguns minutos sofrendo com aquele guarda-chuva de R$1,99 na esquina e chega o meu amigo João Marcos, trazendo sua irmã e seu amigo Tiago. Beleza, entrei no carro e demorei até perceber um detalhe, uma coisa assim, quase imperceptível sob chuva torrencial: o limpador de pára-brisa não estava funcionando. Por um momento pensei que o Marquinhos estivesse fazendo aquilo de propósito, porque macho que é macho não usa essas frescuras de limpador de pára-brisa por causa de qualquer chuvinha apocalíptica. Mas, depois que ele deu uns tapas na alavanca que aciona os limpadores e proferiu alguns impropérios, eu deduzi que o negócio estava mesmo estragado. Paramos em outra esquina pra pegar o Gean e o Alexandre, e por causa disso o Marquinhos pediu pra sua irmã ir a pé dali em diante, porque o carro estaria cheio. Cinco machos. Uma chuva forte. Vidros embaçados e limpadores de pára-brisa estragados. E duas bocas malditas.
Não era exatamente uma viagem dos sonhos. A visibilidade caía para próximo de dez por cento quando se engatava a segunda marcha, e o ar abafado dentro do carro só piorava a situação. Marquinhos dirigia com todo o cuidado, intercalando tentativas de limpar o vidro com a mão direita com tentativas de fazer os limpadores funcionarem. Quando chegamos na rodovia a coisa piorou. A velocidade mais alta diminuía a visibilidade, e os caminhões passando e ultrapassando tornavam a viagem mais tensa. Marquinhos estava totalmente concentrado, e, após mais uma tentativa com a alavanca dos limpadores, ele, em um ato de visível desespero, forçava a alavanca com velocidade pra cima e pra baixo, o que obviamente não adiantou em nada, e pior: fez o Tiago dar risada. Nada poderia ter piorado mais a situação. Ao perceber que seu amigo ria-se de seu ato de desespero, Marquinhos proferiu exaltado: “Por Deus, Tiago! Se tu tiver fazendo o que eu penso que tu tá fazendo eu vou te encher de porrada!”. Eu tive que rir também.
A maneira como Marquinhos se orientava na estrada era curiosa: se escutasse o barulho dos pneus atropelando os tachões da direita, ele puxava o carro pra esquerda e vice-versa. Isso o fez dizer algo que nos fez rir: “pareço um bêbado dirigindo”. Pouco depois desse momento “rir pra não chorar” chegamos ao trecho de estrada de terra. “Sempre tem como piorar”, pensei. Pelo menos era mais fácil de distinguir o que era estrada e o que não era, por conta da terra vermelha. Ou da água vermelha, nem se enxergava direito que a estrada estava cheia de pedra solta e água corrente. Fiquei ali, no banco de trás, entre o Tiago e o Gean, este que apenas olhava para fora, como se nem estivesse dentro do carro (talvez se imaginando a bordo de um conversível importado em um dia ensolarado de folga, acompanhado por belas mulheres). Aí as bocas malditas entraram em ação. Primeiro foi o Marcos: “imagina a gente chegar lá, estacionar o carro, e os limpadores começarem a funcionar!”. Rimos. Estávamos quase chegando ao trabalho. Um minuto passou e adivinhe: os limpadores começaram a funcionar. Essa é a verdadeira definição de IRONIA. Depois de passar sufoco a viagem inteira por causa da merda dos limpadores estragados, eles resolvem funcionar poucos metros antes de chegar ao destino. Aí eu falei: “só falta agora o carro apagar!”
Por que eu falei aquilo? Passamos o portão de entrada, paramos numa subidinha para a vistoria de praxe no porta-malas, e... o carro apagou. Numa subida! Depois de passar o portão de entrada! Marquinhos tentava desesperadamente fazer o motor ligar, e nada. Então ele começou a largar o carro de ré em direção a uma descida, tentando fazer o carro pegar no tranco ainda em marcha-ré. Manobra inútil. Tivemos que sair do carro, a chuva ainda forte, e o empurramos para mais uma tentativa. Enquanto o carro descia a lomba, começamos a subir de volta em direção ao portão. Aí escutamos o ruído do motor pegando. Aleluia!! Já havíamos caminhado um bom trecho quando o Marquinhos nos alcançou. Entramos no carro para subir finalmente ao trabalho e... apagou outra vez!! Mais tentativas de pegar no tranco de ré, mais de empurrar o carro ladeira a baixo, mas dessa vez nem pegou mais. Parou no meio da estrada. Subimos novamente a pé enquanto nosso motorista empurrava o carro sob a chuva para um lugar mais seguro.
Chegamos ensopados ao escritório. Contamos a história triste aos colegas e o Vinícius foi buscar o Marquinhos. Bela maneira de começar o dia. Perdemos o café da manhã ainda por cima... que merda. Não deu pra tirar nem uma moral da história, aprender alguma coisa. Há males que vêm pro mal. E molhados.
Acordei motivado na manhã de terça-feira, para encarar mais um feliz dia de árduo trabalho, mas aí lembrei-me do dinheiro escondido nas excelentíssimas meias e cuecas da vida, e quase não tive vontade de sair de casa...
Sacanagem. Que vontade de ir pra Nova Zelândia.
P.S.: uma punição leve já estaria de bom tamanho, do tipo cortar os pés e as mãos do sujeito e pendurar em praça pública. Não dizem que a história é cíclica? Tá aí uma boa hora para voltarmos ao código de Hamurabi.
Como eu odeio novelas! Mas não é qualquer novela, não me entenda mal, por influência das mulheres da minha família assisti a várias novelas quando mais jovem, e lembro-me bem de algumas até hoje. A diferença das novelas que eu odeio para as novelas que eu lembro está puramente na qualidade. Não se fazem mais novelas como "Renascer", cujo início é de arrepiar, e eu faço questão que você lembre do primeiro episódio clicando aqui (se você não estiver afim de gastar muito tempo, pelo menos assista a abertura, computação gráfica pesadíssima para a época). Essa novela é um exemplo de enredo interessante, aliado à interpretação de atores de verdade, e não de ex-BBBs ou ex-modelos ou cantores que não conseguem se contentar com uma fama só. Até mesmo as novelas que são do gênero "comédia de época que passa no final de tarde" não são tão inteligentes e engraçadas como as de antigamente. Lembro de "Cravo e Canela", humor inteligente com enredo e atores interessantes.
Uma prova do que estou falando é o gráfico do Ibope que vos apresento abaixo:
Sou a favor das manifestações artísticas de qualquer tipo, formato, cor, cheiro, forma, etc... desde que sejam boas. E as novelas não andam boas. Andam depressivas (Aline Moraes tetraplégica é algo extremamente depressivo só de imaginar). Isso que meu único contato com novela é se estou em algum restaurante ou outro lugar em que haja uma televisão sintonizada na novela das oito (nove?). As novelas resumiram-se a badalações e brigas do núcleo rico, milionário, que vive no Brasil como se estivesse no primeiro mundo, e a travessuras e agruras do núcleo pobre da novela, que vive muito melhor do que qualquer pobre do Brasil, aliás, e vivem sambando e aprontando as maiores confusões, sem preocupações maiores, e apresentando dramas típicos para distrair o povão após um dia de trabalho.
Acho a literatura importante, e as novelas de certa forma aproximam a literatura às pessoas. Mas isso que temos ultimamente é lixo. É ridículo. Não consigo aguentar sequer dez segundos de áudio de novela. Até as novelas mexicanas com o clássico enredo "menina pobre que se apaixona por homem rico e comprometido com megera rica" são melhores que as novelas da Globo.
Portanto, lanço a campanha: UM ANO SEM NOVELAS!
Retirem da televisão essa tortura, ferramenta ridícula de alienação do povo, refúgio de artistas sem talento e plataforma de lançamento de trilhas sonoras de igual calibre.
Que seja exibido algo melhor no lugar, sei lá, maratonas de reprise dos Trapalhões, Família Dinossauro, ou documentários sobre a vida dos monges beneditinos. O ideal mesmo seria deixar o Galvão Bueno ocupar o horário da maneira que ele quisesse, ah, isso seria legal, melhor até que a Zorra Total. Ou acabem com essa merda de televisão e dêem internet banda larga decente pro povo.
AAhh, o litoral! A agradável sensação da maresia que inebria e invade os corações adolescentes! Quem nunca foi tomado pelo espírito do verão, pela ansiedade de colocar os pés na areia da praia, sentir o sol escaldante, pegar jacarezinho e admirar corpos bronzeados desfilando em trajes sumários? Foi imaginando esse cenário que reagi com euforia ao convite de um amigo meu: "que tu acha de a gente ir pro Garota Verão em Capão da Canoa?".
Minha cidade finalmente tinha uma bela representante na final desse tradicionalíssimo evento, e apesar de eu nunca ter sequer ouvido falar da tal finalista, me animei a torcer pela desconhecida, já que, dessa forma, poderia ir ao litoral para salvar as férias.
Já faz um bom tempo isso, eu tinha 18 anos, mas lembro-me como se fosse ontem (de algumas coisas). A grande novidade daquela época era a visita de um americano na cidade. Todos queriam conhecer e falar com o recém-chegado. E eu confirmei isso na tal viagem, quando levamos ele, Joseph, para conhecer Capão da Canoa.
A SAÍDA
Chegou a noite marcada para a saída da excursão e estavam todos muito animados na praça, em frente ao ônibus. Os amigos da garota verão estavam eufóricos, trazendo faixas, confetes, serpentinas e, como é de costume na região, muita cerveja e outras bebidas alcoólicas para a viagem.
Fomos com a galera do fundão, bebendo, conversando e dando risada, enquanto todo mundo estava curioso por causa do americano. Como eu era um dos únicos a falar inglês fluentemente, todos se dirigiam a mim para que eu traduzisse as perguntas e as respostas. No começo achei bacana, afinal, estava promovendo a integração do nosso amigo estrangeiro com a galera local, e a viagem foi seguindo e todo mundo bebendo...
Na metade do caminho, todos emborrachados, rindo e gritando muito, o som de música alta ecoando pelo ônibus, e eu ainda estava fazendo as vezes de intérprete. Só que dessa vez começava a me irritar um pouco, porque os mesmos bêbados faziam a mesma pergunta dezenas de vezes, e ainda terminavam a conversa dizendo alguma merda do tipo "a gente aqui não tem muito dinheiro, mas vive feliz, o importante é ser feliz e blablabla...", mas eu pensava comigo mesmo: "gurizada tá mamada, não tem problema, natural...", e segui bebendo, e traduzindo.
Foi nessa viagem que eu experimentei um fenômeno que até então eu desconhecia. De tanto ouvir perguntas em português, beber, traduzir a pergunta para o inglês, beber, traduzir a resposta do inglês para o português, e beber mais ainda, eu já não conseguia mais distinguir se o que eu estava falando era a língua tupiniquim ou o idioma yankee. Começava a falar português com sotaque de americano, e meu inglês soava naturalmente como nunca em minha vida. Batizei esse fenômeno de "Inversão Etílica da Língua Materna", já que naquela altura da viagem eu falava inglês melhor que português (dica para quem vai fazer o TOEFL ou outro teste de proficiência!).
Um a um, os borrachos de plantão foram sucumbindo à força do álcool e das muitas horas de viagem e começaram a cair no sono. Mas sempre tem um pentelho que consegue ficar acordado, bebendo e incomodando todo mundo. Pra piorar, ele ficou competindo com o americano pra ver quem bebia mais. E perdeu. A última coisa que eu lembro da viagem de ida é ver o pentelho desmaiando de bêbado e ver o americano dando risada e ainda agarrando uma loira no último banco do ônibus.
A CHEGADA
Percebi que estávamos chegando quando o ônibus parava constantemente, em meio ao engarrafamento para entrar na cidade. Acordei meio zonzo, meu parceiro de viagem ainda estava dormindo pesadamente, olhei para fora e vi o tempo no litoral gaúcho: uma merda nublada. E pra piorar, muito vento. Fiquei chateado porque não queria que o Joseph tivesse uma primeira impressão ruim das praias brasileiras, mas daí lembrei que praia gaúcha não pode ser considerada praia brasileira e resolvi relaxar, afinal, até ocupado ele estava.
Descemos do ônibus e fizemos uma rápida caminhada de umas nove quadras até chegar ao mar. Pensei que o tempo horrível pudesse ser compensado pela beleza da cidade, mas qual foi a minha surpresa ao ver a bela Capão da Canoa imunda, esgoto e lixo nas ruas do centro. O cenário era desanimador. E a ressaca também.
Sentamos em algumas cadeiras no calçadão e ficamos ali pensando em beber alguma coisa. Eu não iria encarar mais álcool, mas o americano guerreiro levantou-se e, sem falar uma palavra, fez um pedido através de muita mímica à uma mulher de um quiosque próximo. Prontamente, ela atendeu ao seu pedido e puxou uma garrafa de Brahma. Fiquei pensando: "americano fdp, bebeu pra caralho e ainda vai tomar mais cerveja agora?". Ao ver a garrafa de Brahma, nosso intrépido gringo fez sinais de negativo com as mãos. Então, a atendente guardou a garrafa de Brahma, e puxou, triunfante, uma Brahma Extra. Pensei de novo: "desgraçado vai tomar cerveja extra ainda!". Joseph fez um sinal de "espera" com a mão e veio até a mim, pedindo em inglês: "cara, me ajuda ali, estou tentando pedir milho verde e ela só oferece cerveja!". Aí a gente teve que dar risada. Mas ao mesmo tempo admirei a coragem do rapaz.
O EVENTO
Aglomeração total próximo a plataforma de desfiles. Muitas câmeras de televisão, cartazes, gente gritando e buzinando, uma festa. Nos aproximamos da torcida da nossa cidade, e ficamos ali fazendo volume. Não tínhamos nada para ajudar na torcida, e foi aí que tivemos a idéia de juntar os papéis e confetes que estavam no chão, e atirá-los novamente ao ar, dando aquele efeito na hora que a câmera nos filmasse. E começamos a juntar aquilo tudo e jogar ao ar, como uns bobos. Era uma diversão. Aos poucos, e na pressa, ao juntar os papéis juntávamos alguma areia junto. E foi aí que percebemos como era divertido jogar areia na cabeça das pessoas com o pretexto do agito. Juntávamos uma proporção de 70% de areia com 30% de papéis e lançávamos aquele bolo ao ar, cuidando qual cabeça seria a premiada. Demais.
Nem lembro de ter visto a moça desfilar. E se vi, não sabia quem era. Só sei que perdeu. O desfile terminou e ficamos vagando por aquela praia suja, nublada e fria, morrendo de fome. Encontramos uma barraquinha onde comi o melhor xis-camarão da minha vida. E voltamos ao ônibus para enfrentar a viagem de volta.
A VIAGEM DE VOLTA
Após entrarmos no nosso ônibus, ficamos esperando o cara que se atrasou. Sempre tem um cara que se atrasa. Ficamos parados ali, naquela tortura, enquanto não chegava o infeliz. Passou acho que quase uma hora até que alguém conseguiu descobrir que o desgraçado tinha conseguido entrar no ônibus errado, que pra sorte dele, ia pra alguma cidade da região. Pensei: "beleza, agora é hora de descansar um pouco e dormir". Ledo engano.
Sempre tem um borracho que consegue resistir e continua bebendo. Esse era o único. E incomodava por uns trinta. Eu estava sentado na poltrona do corredor, e aquele chato ficou o tempo todo ao meu lado, em pé, se debatendo e gritando no meu ouvido, e eu nada de conseguir dormir. Comentei com meu amigo ao lado "cara, esse loco tá enchendo a minha paciência!", ao que pude comprovar a grande amizade que tinha com ele, quando ele propôs: "quer trocar de lugar?". Claro que troquei, e fiquei quietinho ali na janela, tentando dormir. Só que o bêbado continuou a incomodar...
Quando você tem um pentelho ao lado de uma pessoa normal, geralmente o pentelho consegue incomodar plenamente até esgotar a paciência da pessoa normal. Experimente colocar então um pentelho por natureza, ao lado de um bêbado pentelho. Foi o que aconteceu com a troca. O bêbado esbarrava no meu amigo, e ele lhe desferia um cotovelasso junto com xingões. E assim foi boa parte da viagem, com os dois se "inter-pentelhando" e eu pude descansar um pouco. Lembro de ter visto o bêbado atravessar o ônibus com as calças abaixadas e gritando algo do tipo: "Peeelooos poderes de gay-que-sou!! Eu queeimo a roosca!!". Que inferno.
CHEGANDO EM CASA
Após uma viagem interminável, o ônibus para em frente a casa do idiota que pegou o ônibus errado pra avisar de sua façanha. O filho-da-mãe já havia chegado, e ria da nossa cara. Como eu sou um cara pacifista, contive meus impulsos de descer do bus e arrastar a cara dele no calçamento.
Chegamos perto das sete horas da manhã, eu acho. Eu tinha areia nos ouvidos, no cabelo, até na cueca. Sentia-me um lixo. Caminhei da praça até minha casa, o que me pareceu mais demorado que as nove quadras para chegar ao mar. Tomei um banho e desmaiei na cama, pensando: "nunca mais na minha vida eu faço uma viagem dessas".
Quando será que vai ter outra dessas??
Existe uma grande competição acontecendo. Acontece neste exato momento, 24 horas por dia, 365 dias por ano e 366 dias nos anos bissextos. Essa mesma competição começou há anos, mais ou menos pelos anos 70, e acirrou-se no final dos anos 90 e só cresce em competitividade desde então. Estou falando, é claro, da Competição Mundial de Mulheres.
Mulheres competem o tempo inteiro entre elas mesmas. Algumas chegam ao cúmulo de passar horas em institutos de beleza, gastar muito dinheiro em roupas, comer pouco e comprar AB-shapers e calças anti-celulites, tudo isso só para obter vantagem sobre as competidoras. Mas o maior triunfo que uma mulher pode ostentar nesta cruel e vil batalha resume-se em um anel dourado em sua mão, o símbolo do casamento.
O casamento nada mais é que um "nível" avançado, que demonstra que a competidora teve as habilidades e atributos necessários para fazer com que um homem (mero acessório que pode tanto contribuir quanto arruinar com a competição) aceitasse estar sujeito às suas diversas alterações de humor, aos desejos (principalmente materiais) e que concordasse em aceitar os efeitos do tempo, que manifestam-se rapidamente sobre as mulheres, sem reclamar (para ela). A maior humilhação para uma mulher derrotada na Competição Mundial de Mulheres é receber o rótulo de "solteirona" e "ficou pra titia". É pior que a morte.
As participantes dessa competição raramente fazem amizade com outras competidoras. Principalmente se trabalham juntas. Mas claro, uma boa jogadora deve ter a capacidade de fazer com que as adversárias a considerem uma ótima "amiiigaaa", troquem beijos distantes na bochecha e troquem muita informação sobre quaisquer desafiantes (fofoca). Desnecessário dizer, punhaladas pelas costas, difamação e exposição pública são armas muito usadas, principalmente pelas novatas, que ainda estão longe do nível das casadas.
Com o passar do tempo, o espírito competitivo da mulher vai esmorecendo, aí então ela sente-se vitoriosa, quando na verdade deve estar perdendo feio a disputa para mulheres mais jovens.
Enquanto as mulheres ficam digladiando, enfraquecem-se, permitindo aos homens dominarem os cargos importantes nas empresas e na política, ditarem as tendências da moda que sustenta a disputa, e enriquecerem às custas das mulheres, que estão concentradas demais para perceber que estão levando chifres e mais chifres de seus homens, e só pensam em como vão arrasar as colegas na festa da empresa desfilando com aquele par de sapatos novos.
Os próximos posts também serão sobre essa criatura interessante, a mulher.
Após quase um ano sem escrever no blog, e não havendo recebido reclamação nenhuma por parte de ninguém, cheguei à com crase conclusão de que a maioria das visitas que o Google Analytics me mostra são cliques acidentais, alguns pedófilos atraídos por palavras do tipo "infância", "gostoso" e "lubrificante", suicidas e pessoas em depressão ascendente (engraçado, né? Depressão... ascendente...) ou simplesmente gente com absoluta falta do que fazer.
É claro que eu planejei voltar com uma reformulação total de layout, conteúdo e updates mais frequentes, mas desisti de tudo assim que sentei em frente ao laptop em minha casa após passar quase 12 horas na frente de um computador no trabalho.
Sinta-se feliz por estar lendo algo escrito por um "peão de escritório". É realmente uma prova da força de vontade do ser humano e de que, sim, você também pode largar o cigarro!
Tenho uma série de assuntos para dissecar aqui no blog, sempre daquela maneira pedante de quem acha que está sempre certo, sabendo ao mesmo tempo que está completamente errado, mas que não liga a mínima para o que VOCÊ está pensando (por favor, comentem!!!!).
Fiquem ligados, leitorinhos, em breve muita coisa boa vai rolar por aqui, inclusive aqueles vídeos rídiculos do degas aqui achando que sabe compor música, e muito pior, tocar e cantar ao mesmo tempo.
Madruguei às 10h da manhã para assistir à final do futebol feminino nos Jogos Olímpicos, já que o futebol masculino foi aquela decepção do tamanho do salário do Dunga, que eu prefiro nem comentar. A princípio fiquei encantado com a maneira de jogar da seleção. As meninas fizeram uma boa marcação homem-a-homem, e as enfiadas de bola encaixaram bem às costas das atacantes. Mas depois dessa piadinha infame, elas começaram a se cansar. O nosso incrível Galvão Bueno falou ao final do jogo que o resultado tinha sido injusto porque o Brasil jogou melhor o tempo todo. Não concordo. Os EUA deram uma aula de estratégia ao Brasil. Era lógico que as brasileiras estavam embaladas por causa da goleada em cima da Alemanha campeã do mundo, e vinham com tudo pra final olímpica buscando a revanche da prata de Atenas. Sabendo disso, as americanas se dispuseram a segurar o Brasil o máximo possível, e assim, esgotar fisicamente as adversárias. Conseguiram. As brasileiras se arrastavam na prorrogação. Levamos o gol e ainda uma bola na trave. A goleira americana além de ser muito bonita era uma muralha. Enfim, as gringas mereceram, e só nos resta elogiar a bravura da Marta, que lutava em todas as jogadas, elogiar a Cristiane, a Formiga, a Bárbara, que fez grandes defesas, e a Erika, comandando a defesa fazendo papel de líbero. Elas demonstraram garra o tempo todo, e deram um exemplo para os homens. Aliás, sabem qual é a diferença entre as seleções de futebol masculino e a feminina? É que as mulheres tiram o salto alto antes de entrar em campo.
Parabéns pela medalha de prata, meninas. Jogaram muito.
Mas eu gostaria de ressaltar mesmo é o seguinte: como é muito MELHOR de assistir ao futebol feminino do que ao masculino. A começar justamente porque elas são mulheres. Eu, sendo homem, prefiro muito mais olhar 20 mulheres atrás de uma bola a 20 machos peludos cuspindo no gramado. As mulheres, por não terem tanta força física, fazem jogadas mais bonitas de se ver. Elas dão ótimos passes, driblam MUITO, e sai cada golaço daqueles que a gente só vê de vez em quando, tipo quando o Alex marca pelo Colorado. Minha opinião é que os clubes de futebol brasileiros sejam obrigados a ter uma equipe feminina. E que um campeonato brasileiro de futebol feminino seja criado. Mas um campeonato de verdade. Parece que existe um, mas ninguém nunca viu. Elas merecem, muito mais do que os homens. Seria lindo ver um gre-nal feminino, já pensou? Ia sair puxão de cabelo e arranhão pra tudo que era lado.
E pra provar que eu não menti sobre a goleira dos EUA (e pra deixar o blog menos feio) vai aí uma foto da cidadã, Hope Solo, goleirassa:
P.S.: Agora lembrei-me que o Internacional tem um time feminino. Assim como várias outras equipes do Brasil. O problema continua sendo a não-existência de um campeonato brasileiro organizado, já que o futebol feminino sofre pra arranjar patrocínios neste país machista. Uma pena...
Um dia desses depois de um almoço, peguei uma bergamota (mexerica, tangerina...) e fui pro sol "lagartear". Que coisa bem boa. Descascar lentamente a fruta aproveitando cada segundo do calor solar que fatalmente acabará um dia devido ao fim das reservas de hidrogênio, exterminando qualquer forma de vida na Terra, mas isso não vem ao caso, onde eu estava mesmo? Ah, é, na bergamota. Foi então que comecei a escutar gritos e risos de criança vindos do quintal vizinho, e olhei em sua direção. Era um grupo de quatro crianças, com menos de 10 anos provavelmente, que jogavam bola. Jogavam bola, não futebol. Bola. Era uma bola gigante, tipo aquelas que o Quico do Chaves volta e meia aparecia quicando. É impressionante como uma bola daquelas pode ser uma fonte inesgotável de diversão. Acho que vou comprar uma bola gigante pras horas de depressão, vai ser só chutar ela na cabeça de uma criança para espantar o mau-humor. Mas o que me impressionou realmente era como aquela gurizada não cansava nunca. Parecia que podiam passar dias correndo atrás da bola, e eu fiquei pensando se ainda lembrava da época em que me sobrava energia. E, de fato, ainda lembro. Lembro-me como andava de bicicleta um dia inteiro e ainda sobrava fôlego pra jogar um futebolzinho no final da tarde. Lembro-me que subia em árvores com agilidade e leveza, e alcançava os galhos mais altos. Podia fazer uma viagem de 500km e chegar louco de vontade de jogar bola. Bons tempos de criança... Mas também lembro quando essa energia começou a se dissipar. Começava a sentir cansaço, coisa inédita. Viajar se tornara uma atividade cansativa. A frase "tô cansado da viagem", que antigamente eu considerava uma desculpa esfarrapada dos adultos pra não darem atenção pras crianças, começou a fazer parte do meu vocabulário. Aí os joelhos se estragaram, e agora é só morro abaixo. O peso do sedentarismo cai sobre minhas costas. Acho que não consigo correr mais que cinco minutos sem quase ter um infarto. Nem todo o redbull do mundo pode trazer aquela energia misteriosa a qual carregam as crianças. Acho que o Casimiro de Abreu pode explicar melhor esse saudosismo tão precoce de minha parte:
Meus oito anos
Oh ! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras, À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar!
h ! dias da minha infância! Oh ! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, - Pés descalços, braços nus - Correndo pelas campinas À roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar; Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo, Adormecia sorrindo E despertava a cantar!
Tanta gente diferente no mundo. Quero dizer, diferente até demais, sabe? Acho que ninguém soube explicar direito como que um macaco que evoluiu da África em míseros duzentos mil anos conseguiu se multiplicar tanto e se diferenciar tanto. E quando falo diferenciar, incluo tudo: raça, cultura, idioma e seu alfabeto e religiosidade. Como pode existir gente tão branca como os escandinavos e gente tão negra como os africanos tutsis e hutus, por exemplo? Ou gente de olhos puxados, de onde veio isso? Por que eles têm olhos puxados? Enfim, tantos traços, tantas cores, tanta diferença genética.
Sem falar nos idiomas. Compare o russo, o japonês, o mandarim, o grego, o hebraico e qualquer idioma ocidental, vamos pegar o português como exemplo. Cada um tem seu alfabeto próprio, alguns até se lê de trás pra frente! Isso não pode ter surgido assim do nada.
Tá, eu sei que é um pensamento até tosco se preocupar com isso, crise existencial, existem teorias, blábláblá. Mas o fato é que estou começando a concordar com a teoria de South Park (episódio quatro da sétima temporada) que fala que o planeta Terra é na verdade um grande reality show, organizado por uma rede de TV alienígena que juntou várias espécies de vários planetas diferentes e colocou todas na Terra para ver o que acontecia. "Great TV!"
Mas é óbvio! Só pode ser isso, todo reality show tem que ter intrigas, brigas e desentendimentos para ter graça, e disso a Terra está cheia. Nós somos famosos, estamos na televisão! E de outro planeta!!
Bom, como ninguém mais deve acompanhar meu blog devido ao descaso do autor pelo presente meio, e levando em conta que a média de postagens estava em uma por mês, vou lançar agora uma série de postagens para compensar o tempo que passei sem escrever nada. A começar por esta que está acabando agora.
Vou falar de uma coisa que me irrita muito. Irrita demais. Irrita profundamente!! Grrr, dá raiva só de pensar. Essa coisa é uma frase, um fato, que se manifesta de várias formas, mas a que mais me enerva é esta: "tem carregador de celular aí?" (OBS.: pergunta feita na sala de aula da faculdade). Por que raios eu teria um carregador de celular comigo na sala de aula da faculdade?? Se me pedires uma caneta, uma lapiseira ou uma calculadora tudo bem, mas um carregador de celular? WTF? Para continuar o nível de idiotice do diálogo, geralmente eu respondo com um óbvio e seco "não, por quê?" Daí a pessoa me olha como se estivesse prestes a responder a pergunta mais óbvia do mundo (e realmente está) e fala: "pra carregar meu celular, tá sem bateria". Essa é a outra frase que me irrita demais.
A pergunta que você pode estar se fazendo é: "mas por que o Caio Verídico se irrita tanto por causa de celulares sem bateria?".
Bom, pergunta-me, respondo-te: Me irrita ver pessoas com celulares descarregados, principalmente quando você tenta LIGAR pra elas, e depois ouve a desculpa "ai, tava sem bateria", porque não entra na minha cabeça COMO ALGUÉM NÃO CONSEGUE CUIDAR NEM DE UM CELULAR???
Imagina o dia que a pobre criatura tiver um filho, o que vai ser? "Ai, esqueci de dar comida pra ele, tadinho."
É tão fácil manter um celular carregado que até VOCÊ pode fazer. Vou ensinar, ó:
Já viram esse objeto abaixo??
Chama-se TOMADA. Dê uma olhada ao redor, com certeza há uma ou mais em sua casa.
Agora, sem esquecer da tomada, olhe o objeto abaixo:
Chama-se CARREGADOR. Isso mesmo, amiguinho, ele serve para CARREGAR a bateria do seu celular!
Mas não se desespere se você não tiver um assim. Existem de outros tipos, como este por exemplo: Com certeza se você tem um celular, você tem um carregador.
Aqui vai um conselho que pode salvar vidas, transformar a sua rotina: como manter seu celular sempre carregado. É simples, acompanhe os passos:
1. Pegue o carregador do seu celular (caso você tenha esquecido o que é um carregador, olhe mais acima). 2. Localize a tomada mais próxima (caso você tenha esquecido o que é uma tomada, você é retardado, ou retardada, ou os dois, vai saber hoje em dia) 3. Observe que no seu CARREGADOR há dois pinos. 4. Observe que na sua tomada há duas entradas (mais conhecidas como buracos). 5. Introduza os pinos do CARREGADOR, nos buracos da TOMADA. 6. Localize a outra ponta do seu CARREGADOR (que é a que não está ligada na tomada). 7. Introduza essa ponta no seu celular, na entrada correspondente. 8. Faça isso todas as noites, antes de dormir (ou você é muito ocupado enquanto dorme?) e assim mantenha a porcaria do celular carregada sempre e não me encha o saco pedindo carregador em situações bizarras e ainda melhor, não me obrigue a escutar a musiquinha de celular desligado, ou fora da área de cobertura, porque você não conseguiu manter uma mísera carga de celular.
O mais engraçado é que sempre quando eu levo meu laptop na aula, aparece algum ser vivo querendo usar a MINHA tomada onde eu ligo o MEU laptop para carregar a porcaria do celular. Salve sua vida, siga o meu conselho. E como eu sou uma alma extremamente benevolente, fiz até um vídeo, para exemplificar esse complicado processo de carregar um celular sempre antes de dormir:
Viu como é fácil? Até eu que sou vesgo e descoordenado consegui carregar meu celular usando apenas uma mão, e filmando ao mesmo tempo! Repita comigo: SIM, EU POSSO! E seja feliz com o seu celular, sempre com bateria suficiente para receber ligações e não precisar encher meu saco.
Amo vocês. :*
P.S.: Não se preocupem com a tal história de "viciar" a bateria. A não ser que você seja dono de um celular tijolão, sua bateria é moderna o suficiente para suportar cargas diárias, o que, aliás, aumentará sua vida útil.
Alguém mais já reparou como motoristas de ônibus têm tendência, na sua maioria, a ter um péssimo gosto musical? É impressionante. Estou começando a achar que deveria ser proibido o uso de rádios e CD players em ônibus, ou então que estejam totalmente fora de alcance do motorista. Basicamente, toda vez que escuto música em um ônibus é algum tipo de música de corno, não importa o ritmo, pode ser sertaneja (principalmente essas), bandinha, forró, ou qualquer outro ritmo popular, desde que fale sobre alguma coisa vulgar e tenha uma letra a qual você não canta se não estiver em algum baile pelo interior e em alto grau etílico. Uma boa "música de zona" também é muito apreciada pelos queridos condutores nossos de cada dia, e sendo ela uma "boa música de zona", não pode deixar de contar palavras da estirpe de, por exemplo: cachaça, "muié", risca-faca, zona (óbvio), amante, entre outras. Conversando com uma amiga no ônibus que me leva à faculdade diariamente, chegamos a uma conclusão bastante óbvia sobre o porque desse gosto musical tão peculiar da classe: o nosso amigo motorista é um ser que passa horas solitárias, ele e a estrada, longe de tudo e todos que ama, longe de sua família, sua mulher e companheira, longe dos amigos e das festas, e, portanto, esse tipo de música antes mencionado é como uma janela de fuga para o corajoso condutor. É através dela que ele revigora sua alma, sua esperança e sua vontade de agarrar aquela vidinha tão simples. A temática do "corno" também se faz presente, logicamente, já que estando ausente de casa por tanto tempo é praticamente inevitável a entrada de um Ricardão na sua vida, na sua casa, na sua cama, e na sua mulher.
Agora entendo o motivo desse péssimo gosto musical. E como homem extremamente tolerante que sou, sigo em paz com essa verdade, até porque sempre que entro em um ônibus estou usando fones de ouvido. Coisa que os motoristas deveriam ter sempre em suas cabeças. Como nosso amigo Otto, um exemplo de motorista moderno!
Hola! Qué tal? (Não achei o ponto de interrogação invertido). Como eu havia prometido no post anterior, estou publicando agora um relato em forma de diário sobre os dias que passei na Argentina, através de intercâmbio entre o IESA e o Instituto Hernando Arias de Saavedra. Deve estar cheio de erros, pois eu escrevia de madrugada, com sono, mas aí vai:
Quinta-feira, dia 30:
Saímos de Santa Rosa por volta das cinco horas. Chegamos a Porto Mauá e entramos na fila para pegar a balsa das seis e meia. Tudo certo na aduana, seguimos viagem, chegando ao destino final, Posadas, as nove e meia. Fomos direto para a faculdade, e conhecemos o pessoal do primeiro ano. Todos são muito receptivos, nosso professor deu um pequeno discurso, cada um dos estudantes brasileiros se apresentou, e depois os estudantes argentinos se apresentaram também. Houve um pequeno lanche para confraternizar e conversei com vários estudantes.
Após isso, ficamos sabendo quem seriam os nossos anfitriões. Da faculdade fomos dar umas voltas de carro pela cidade, meu anfitrião, César, juntamente com mais dois amigos, mostraram-me o centro, a Costanera, e os lugares para sair à noite. Achamos muito estranho os horários por aqui, as festas começam por volta das três horas da manhã. Fomos para a casa de César, tomei um banho e saímos para jantar. Comemos pizza, batatas fritas, e tomei a cerveja argentina pela primeira vez, muito boa, por sinal.
Depois da janta fomos ao Mentecato, uma boate muito bacana no centro, muita gente fazendo festa em plena quinta-feira. Não sei que horas voltamos pra casa.
Mentecato:
Sexta-feira, dia 31:
Acordei às nove e meia da manhã e fui com César para o centro, de ônibus, que não tem roleta. O café da manhã foi“chipas”, um tipo de pão-de-queijo muito bom. Fomos até a faculdade, onde seria feita a entrevista. Na verdade, foram várias entrevistas, para dois canais de televisão, e três jornais, nos sentimos muito importantes, hehe.
Quando a sessão de entrevistas terminou, fomos com o Horácio até a casa do Nicolas, o pessoal fez um almoço show de bola, com massa caseira e almôndegas, depois sentamos no pátio, e ao ar livre conversamos e fizemos a digestão.
Quando eram três horas, fomos passear pela Costanera, tiramos fotos e tomamos tereré com a ótima yerba mate.
Fomos para a faculdade as sete horas da noite, a primeira matéria que tivemos foi de Custos e Preços, estudamos a nomenclatura NCM de mercadorias, e o professor Hipolito Ortiz ditou uma página e meia de texto, que tentei copiar todo em espanhol mesmo, penso que com sucesso. Enquanto a aula seguia, o mate ia passando de mão em mão. Estava tão interessante que o tempo passou voando, e depois da aula fui jogar futebol com a galera, convidado por Gonzalo.
O futebol era na verdade futsal, e apesar de ter sido um jogo sério e disputado, foi bem divertido, até fiz um gol. Mas, depois de meia hora de jogo pedi pra ir ao arco para evitar um ataque cardíaco fulminante, que ia pegar muito mal naquela hora. Ô sedentarismo!
Saímos do futebol e fomos a casa de Gonzalo, pois precisávamos tomar banho antes de sair pra jantar. Acabamos ficando lá bastante tempo porque Gonzalo é baterista e tem uma bateria em casa, Facu também estava conosco, e ele é um fera absurdo na batera, quebrou tudo. E eu, humildemente, toquei um pouco lá, até meio envergonhado.
Depois da bateria e do banho, começamos a falar de música e Gonzalo me mostrou os sessenta gigabytes de mp3 que ele tem no computador. Muita música brasileira, fiquei feliz. Por sorte eu tinha um pen drive na mochila e pedi para ele copiar umas músicas argentinas para mim. Ele selecionou várias músicas pro meu pen drive, e disse que ainda vai gravar um dvd com outras músicas, achei bem bacana, o pessoal é gente fina mesmo!
Enfim, fomos jantar, mortos de fome. A turma havia combinado de jantar em um restaurante árabe, e encontramos todos lá, a comida estava muito boa mas eu não consigo lembrar o nome dela, culinária árabe, em espanhol! Houve até show de dança do ventre:
As gurias estavam cansadas (eu estava destruído do futebol, mas se me chamassem pra sair eu ia de qualquer jeito! Não é toda semana que posso passar em Posadas)e resolvemos não ir a nenhum bar ou boate. Apenas passeamos de carro com César, e agora estou deitado numa cama de casal (sozinho) com dores no corpo todo, de barriga cheia, feliz da vida, e louco pra chegar amanhã para conhecer mais dessa gente boa e receptiva e fazer coisas bacanas. Abrazos!
Sábado, dia 1:
Levantei tarde, perto das onze horas. Cristian, Miguel e César estavam na sala. Nem tomei café da manhã porque já saímos para ir a “carniceria” comprar carne para fazer um assado (o churrasco deles). Em seguida fomos até a casa onde iríamos almoçar. Aí o assado como eles fazem:
Horácio chegou um pouco depois com as brasileiras e eu fui com o César até sua casa para pegar minha mala e mochila, pois iria para o hotel pela tarde. Voltamos para o assado. Nem tive tempo de comer e já fomos para o canal 12 para fazer uma entrevista ao vivo, que durou apenas um minuto. Foto com o apresentador do programa:
Depois disso fomos para um hotel no centro, largamos as coisas no quarto e fomos passear pela redondeza.Tomamos sorvete perto do shopping center (Horácio comprou um balde de 1 kg de sorvete, para tomar ali).
Passeamos um pouco, as gurias resolveram comprar umas roupas e como eu sei que isso é praticamente uma tarefa sem fim, resolvi voltar ao hotel para tomar um banho e descansar um pouco (ainda estava com o corpo dolorido por causa do futebol, ô sedentarismo!).
À noite fomos à casa de Gonzalo, conheci a banda dele, a Skylap, assisti ao ensaio e depois tocamos algumas músicas dos Mamonas Assassinas juntos, eles conhecem todas! Conheci muita música argentina nessa noite, principalmente conversando com Fernando, o excelente vocalista da banda. Depois do ensaio a galera começou a chegar. Comemos pizza, tomamos vinho e umas cervejas também. Conheci mais umas pessoas muito bacanas lá e aprendi umas piadas castelhanas.Aqui a festa começa tarde. Todo mundo vai para as casas noturnas por volta das duas, três horas da madrugada. E assim fomos a um dos lugares mais incríveis que já conheci: o Complejo Power. Esse complexo é uma danceteria gigantesca, com 12 ambientes, distribuídos em uma quadra inteira ondem cabem quatro mil pessoas. Loucura! Só sei que voltei pro hotel as sete e meia da manhã.
Domingo, dia 2:
Foi um “dormingo” mesmo. Acordei as quatro da tarde, tomei um banho e mandei uma mensagem ao Gonzalo, pois queria assistir a mais um ensaio da Skylap. Aí algo muito desagradável aconteceu. Não encontrei meu dinheiro, que havia deixado na mochila, dentro do quarto. Depois de muito procurar, não pude deixar de suspeitar da camareira, a única pessoa que entrou no meu quarto enquanto estive fora. Gonzalo ficou louco da vida com a história, xingou todo mundo no hotel e me levou à polícia, onde prestamos queixa. Aí perdi o resto da tarde e uma parte da noite também, estraguei o ensaio (que acabou não acontecendo) e deixei todo mundo preocupado. Que merda! Sempre alguma coisa pra estragar, tudo estava perfeito até então. Mas confio que a polícia vai fazer o seu trabalho, só me resta esperar. Gonzalo perguntou se eu queria ficar na casa dele, e eu disse que sim. Prontamente, ele me levou ao hotel e fiz o check-out. Já era noite, ficamos em casa conversando, mostrei umas fotos que tinha no meu laptop, escutei mais música argentina e fui dormir as quatro da manhã. O tempo passou voando. E sim, as dores do futebol ainda continuam.
Segunda-feira, dia 3:
Horácio havia dito no Domingo que teríamos a manhã de Segunda livre. Mas às nove e meia ele me ligou avisando que iríamos ser entrevistados ao vivo pelo canal 6. Gonzalo me levou até o hotel, onde todos se encontrariam (eu, as 3 alunas do IESA, e Horácio). A entrevista foi no centro mesmo, na rua. Não cheguei a falar nada dessa vez. Depois da entrevista fomos à casa dos estudantes do segundo ano, Nico, Alícia, Mateo e Gustavo. Gente muito boa. Compraram vários tipos de empanados (nosso pastel de forno) e almoçamos juntos. Conversa depois da comida, tereré de suco de maçã, e mandei uma mensagem pro Gonza para ele nos buscar. Ele ficou sem gasolina no meio do caminho, mas conseguiu chegar depois de uns 30 minutos. Fazia muito calor e as gurias pediram se podiam lavar a roupa suja que tinham. Em seguida, deixamos as gurias no hotel e fomos pra casa. Tomei um banho, coloquei a roupa suja pra lavar, e então aproveitei o tempo que tinha antes da aula na faculdade para passar umas fotos da câmera para o laptop.
Hora de estudar. Às sete horas começam as aulas no Instituto Saavedra. Foram três matérias nessa noite: Seguros Internacionales, Exportación, e Macroeconomia.
Às onze horas acabou a aula. Ficamos conversando um pouco com a galera e fomos pra casa. A mãe de Gonzalo preparou uma janta para nós, com hamburguer, filé ao molho de atum, salada e pão. Estava muito bom. Olhamos um pouco de televisão, discutimos política e depois fui dormir, já que as seis e quinze da manhã teria que acordar para pegar a excursão que vai sair da faculdade para conhecer uma fábrica de yerba mate. E claro, antes de dormir escrevi o que aconteceu aqui neste .doc que pretendo colocar no blog.
Ciao!
Terça-feira, dia 4:
Levantamos cedo para ir à faculdade, de onde saiu a excursão às sete e meia. Um microônibus bem bacana, com dvd e ar condicionado, nos proporcionou uma viagem confortável e tranquila (exceto pelo samba que tocava) até Santa Ana, redução jesuítica de Misiones. Lá, um guia explicou toda a história daquele povo, que se assemelha em vários pontos com São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul. Depois de completo o tour, viajamos até San Ignacio, onde vistamos mais ruínas. Em Santo Ignacio há mais coisa para ver, e havia uma cambada de turistas e estudantes lá, tiramos várias fotos e fizemos uns vídeos, e depois fomos almoçar num “comedor” ali perto.
Após o almoço, fomos visitar a fábrica da Piporé, uma indústria de erva mate. Como havíamos chegado cedo na cidade, ficamos na praça um tempo e aproveitamos para jogar um futebol sob um sol de rachar, parecia um bando de crianças. Por volta das 3 da tarde fizemos a visita a Piporé, assistimos um vídeo sobre a história da empresa e até da erva mate, mas o pessoal não gostou muito do passeio, pois acharam que a guia não nos deu a atenção devida, nem um presentinho pros brasileiros deram. Horácio disse que vamos visitar outra fábrica que até térmica dão de lembrança. Bueno.
Voltamos então a Posadas, e só deu tempo de chegar em casa e tomar um banho bem rápido, e já ir para a faculdade. Conheci as turmas de Relações Públicas e de Jornalismo, junto com as gurias brasileiras, em uma aula de português (achei bem interessante que nossa língua seja estudada) onde os alunos nos fizeram diversas perguntas e nos divertimos bastante, muito bacana. Fomos convidados pela galera desses cursos para uma festa no dia 7, para celebrar a independência do Brasil. Que tal essa, hein? Mas não sei se poderemos ir, tomara que sim.
Depois dessa aula conversei com todo mundo, conheci mais gente finíssima e fui para o outro prédio da faculdade para a aula de Globalização. Enquanto isso as gurias foram ao supermercado comprar ingredientes para fazer um carreteiro gaúcho na casa do Miguel. Depois da aula de Globalização, tive uma aula de Logística, com o excelente professor Carlos Velloso. Ele passou um vídeo sobre a Sadia, mostrando a perfeita logística da empresa. O vídeo estava todo em inglês, e por isso fui traduzindo para o espanhol para o pessoal. Aliás, senti muito orgulho de uma empresa brasileira de altíssimo nível que é a Sadia.
Terminada as aulas, liguei para o Gonzalo para pedir que ele me buscasse. Enquanto esperava por ele, Mateo e Gustavo fizeram-me companhia até que Gonza chegasse, mesmo tendo que estudar e descansar para fazer o TCC deles no dia seguinte, que gurizada gente boa!
Fomos então a casa de Miguel, comemos o carreteiro das gurias (que estava excelente) e depois jogamos truco argentino de verdade.
O pessoal começou a ir embora, então decidimos ir jogar basquete de madrugada. E fomos mesmo. Jogamos mais ou menos uma hora e fomos pra casa, tomei um banho e escrevi esse texto as 4:50 da manhã.
Quarta-feira, dia 5:
Acordei às nove horas para ensaiar com a banda do Gonzalo, já que fui convidado para cantar três músicas dos Mamonas com eles, na Sexta-feira, no Montoya.Tocamos até as dez e meia, quando chegou o Horácio para me levar a mais uma entrevista ao vivo na tevê. Buscamos as gurias no hotel, e fomos até o estúdio. O nome do programa é El Mirador, e fomos entrevistados por uma apresentadora muito simpática, foi muito legal.
Pedi ao Horácio para que me levasse de volta ao ensaio, queria estar bem afinado com eles pra não fazer feio na Argentina. Voltei de carona à casa do Gonza, e ensaiamos mais um pouco. Havíamos sido convidados para almoçar na casa da Alícia, e ele me levou até lá, sóque não ficou, deu carona para o Maurício, o guitarrista, e foi pra casa.
O almoço era “choripán”, o nosso salsichão com pão (a palavra vem da união das palavras “chorizo”, que significa salsichão, e “pán”, que é o pão, logicamente). Qual foi a minha surpresa ao ver que lá estava uma banda completa de pagode! Argentina! Os caras mandam muito, tocaram várias músicas muito bem, cantamos juntos e nos divertimos bastante com a Ritmo Maluco (nome atual dessa banda, que antes se chamava “Sem Camisinha”, mas que por alguma razão, não engrenava) até que fomos pegar um ônibus para ir até a Costanera, pegar o barco para ir ao Paraguai.
É impressionante a diferença de um lado do rio pro outro. A Argentina, toda organizada, com sua linda Costanera, contrasta com o Paraguai, feio, sujo e desorganizado. Uma lástima, nem quis tirar foto lá (por duas razões: risco de roubo, e porque é feio mesmo). Não tínhamos muito tempo para fazer compras, pois o último barco de volta para Posadas saía as cinco e meia, e já eram quatro e quinze. O jeito foi apurar. As gurias estavam procurando roupas e calçados, mas se decepcionaram com a qualidade dos produtos, tudo “trucho” (falsificado). Elas tiveram a excelente idéia de comprar um mp3 player para rifar em Santo Ângelo, para ajudar a cobrir os custos das hospedagens dos estudantes argentinos que vão para o Brasil em Outubro. Enquanto isso, comprei um cartão de dois gigabytes para o meu celular.
A coisa que eu mais queria era comprar um pedal duplo pra minha bateria, e comecei a procurar por instrumentos musicais. Sem sucesso. A loja mas próxima ficava na parte alta da cidade, e como não tinha muito tempo, tive que subir correndo por uma rua muito enclinada. Nico me acompanhou até lá em cima. Perguntamos a várias pessoas sobre a localização da loja, e a cada vez que perguntávamos a resposta era “mais uma quadra adiante”. Passadas umas cinco “uma quadra adiante”, encontramos a loja faltando sete minutos para a saída do barco. Fui seco no vendedor perguntando sobre os pedais duplos, olhei um modelo da Mapex que me foi recomendado, pedi o preço, beleza, era quase 300 reais mais barato que no Brasil, fui pegar o dinheiro para comprar e... não tinha dinheiro suficiente!!! Que raiva absurda que me deu, depois de tanto esforço. Mas fazer o que, já que meu dinheiro sumiu misteriosamente do hotel. Corremos para pegar um táxi e embarcamos a tempo no barco, voltando para Posadas, que parecia um paraíso depois de conhecer Encarnación.
Peguei um táxi para casa, tomei um banho, e fomos para a faculdade, Gonzalo e eu. Tive aula de Ética, e depois de Exportação. Fizemos um vídeo bem descontraído com uma filmadora, era pra ser sério em princípio, uma entrevista com cada um dos brasileiros. Mas logo virou bagunça e acho que ficou muito melhor assim.
Depois da faculdade fomos para a casa do Horácio, comer um churrasco que estava uma delícia. Comemos, bebemos, conversamos e demos muitas risadas. Ficamos lá até umas duas e meia da madrugada, e fomos para a Costanera. Cheguei faz pouco de lá, e agora são exatamente 4:42 e eu vou dormir porque amanhã vamos visitar a Aduana às nove da manhã. Fui!
Quinta-feira, dia 6
Horácio me buscou em casa perto das nove horas, conforme combinado. Fomos ao hotel para pegar as gurias e nos dirigimos à Aduana. Novamente, fomos muitíssimo bem tratados e recebidos com muita atenção pelas pessoas. Assistimos a alguns vídeos sobre a AFIP (o que seria a nossa Receita Federal) e sobre o trabalho que é feito para combater o contrabando, o tráfico de drogas e animais, e outros atos ilegais nas regiões fronteiriças. Chamou-me a atenção a forma como eles se aproximam da população, através de teatros para as crianças nas escolas, e festividades em datas especiais, como o Dia do Animal, no qual eles homenageiam todos os cães farejadores que trabalham nas Aduanas. Parece-me que no Brasil estamos muito distantes dos órgãos públicos, como se não fizessem parte de nossa vida ou que suas atividades não nos afetasse de alguma maneira.
Depois dos vídeos, a chefe da Aduana nos explicou uma série de procedimentos, e algumas estatísticas também, nos serviram café da manhã e nos deram presentes. Não penso que no Brasil alguém da Receita Federal iria dar tanta atenção a um grupo de estudantes, fiquei realmente impressionado com o desprendimento do pessoal aqui. Em seguida, saímos da Aduana no centro para conhecer as aduanas do porto e da ponte que liga Posadas a Encarnación. Foi um passeio valiosíssimo, pois tivemos a oportunidade de ver na prática toda aquela teoria que estudamos na faculdade, tudo com a explicação dos chefes das aduanas (quem melhor para fazer isso?). Após conhecer a aduana do lado argentino da ponte, atravessamos a ponte até o lado paraguaio, sem fazer os documentos necessários (é bom estar com o manda-chuva por aí), lá, o chefe da aduana nos explicou com detalhes o que acontece, nos mostrou documentos,enos levou pra conhecer as instalações. Informação que não tem preço, ficamos estupefatos com tanta atenção.
Estava chegando a hora do almoço, e resolvemos ir a uma churrascaria brasileira, chamada Novo Rodeio. Recomendo, comida muito variada e de ótima qualidade, churrasco de primeira e tudo daquele jeito que brasileiro gosta, bem limpo e higienizado. Pena que o dono é gremista. Foto do almoço com nossos amigos da Aduana:
Almoçamos, conversamos, e voltamos pra Argentina, onde cheguei em casa por volta das duas horas da tarde. Chegando, tomei um banho, joguei videogame com a gurizada, e fui dormir um pouco até as seis e quinze, já que às sete horas deveríamos estar na faculdade para pegar a excursão a Oberá, para a Festa dos Imigrantes.
Viagem de ida divertida como sempre, muita música e muita risada. Chegamos no parque onde acontece o evento e conhecemos o lugar. É muito interessante, são várias casas espalhadas no parque, e cada uma representa um país que fez parte da colonização da província. Encontramos lá o nosso professor de comércio exterior, e responsável pela realização do intercâmbio, Lotário Wallauer. Ele ficou muito contente em nos ver, e a recíproca foi verdadeira. Visitamos várias casas e fomos jantar na casa brasileira. Eu não estava a fim de comer comida brasileira, queria experimentar algo novo, então só acompanhei o pessoal. Depois saímos a andar pelas casas suiças, russas, japonesas e demais. Mas acabamos jantando mesmo foi na casa Argentina.
Visitamos a casa árabe depois da janta e assistimos a um show de dança do ventre que estava muito bonito. Aí então fomos ao microônibus e voltamos a Posadas. Dormi uma parte da viagem, pois estava muito cansado. Cheguei em casa e mantive meu relatório em dia, missão cumprida. Amanhã é nosso último dia e noite aqui, passou tão rápido mas fizemos tanta coisa! Com certeza será inesquecível.
Sexta-feira, dia 7:
Aí chegou o último dia. Esse dia não foi relatado no diário, por falta de tempo. Mas vou contar aqui como foi então:
Pela manhã visitamos à Biofábrica e um jornal muito antigo da Província, o El Territorio.
A Biofábrica é um lugar onde é feita a melhoria genética de vários tipos de planta, que a partir de uma planta-mãe são reproduzidas em laboratório para se obter a melhor qualidade possível.
Esse dia foi o único em que eu puder sestiar depois do almoço. Fomos para a aula de noite, matéria de Logística, e depois... SHOW!! Tocamos na Montoya, uma faculdade muito bacana. Cantei três músicas dos Mamonas Assassinas, desmunhequei total na Robocop Gay, acho que a galera gostou. Já comecei minha carreira internacional! Rááá.
Pra terminar a noite, fomos jogar boliche e sinuca.
E assim terminou a última noite em Posadas. Passou muito rápido esse tempo, valeu com certeza.
Abraços a todos os hermanos que tivemos na Argentina! Esperamos por vocês aqui no Brasil!
Sábado, dia 8
Foi o dia da volta pra casa. Voltamos de carona com o nosso professor Wallauer.
Foto com a minha família argentina:
Gonzalo, Lucia, Yuyi (minha mamita), e eu.
Fotos na balsa:
Eu, Andréia, Professor Wallauer, Elisandra e Sirlei
Eu...
...e no fundo, a base secreta de lançamento de mísseis e foguetes de Porto Mauá, disfarçada de torre de igreja, protegendo a nação:
E era mais ou menos isso, se você teve paciência pra ler até aqui, parabéns.